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Seca

A seca constitui o maior desafio da bacia hidrográfica do rio Limpopo, tendo efeito adverso e afectando a disponibilidade e distribuição da água para a agricultura, indústria e os seus outros importantes usos.

Definições de Vários Tipos de Seca

Seca meteorológica é uma redução da queda de precipitação comparada com a média durante um período específico de tempo. Diz-se que se está em presença de uma seca quando numa grande área se verifica uma queda de precipitação inferior a 75 % do normal, por um longo período de tempo.

Seca agrícola é o fornecimento inadequado de humidade requerida por uma colheita durante os vários estágios de crescimento, resultando em desenvolvimento deficiente e diminuição do rendimento.

Seca hidrológica é o impacto da redução da queda de precipitação nos recursos de água subterrâneos e superficiais, fazendo decrescer o fornecimento de água para a irrigação, geração de energia hidroeléctrica, consumo doméstico e uso industrial.

Seca socio-económica está relacionada com o impacto da seca sobre as actividades humanas, incluindo tanto o impacto directo como indirecto na produção agrícola e na economia em geral.

Fonte: INGC/ FEWS NET Mind 2003

A ocorrência frequente do fenómeno de Oscilação do Sul El Nino (ENSO) complica o padrão esperado da queda de precipitação que é normalmente controlado pelo movimento da Zona de Convergência Inter-tropical (ZCI) (IDRC 2008).

O desenvolvimento económico nos países em vias de desenvolvimento é presentemente ameaçado por calamidades relacionadas com o clima, tais como cheias e secas (Programa Mundial de Avaliação da Água 2009). A escassez de água pode prejudicar gravemente a economia de um país ou região, constrangendo o desenvolvimento e reduzindo o crescimento da economia, uma vez que os recursos financeiros e hidrológicos são desviados para gastos no combate à seca. As secas em anos consecutivos podem deixar uma herança negativa duradoira para as comunidades rurais que dependem da agricultura, reduzindo deste modo significativamente os níveis de desenvolvimento regionais.

O mapa abaixo exibe medidas de vegetação, com base em fotografias via satélite, como indicadoras de ocorrência de pressão hídrica e seca em 2007.

Índice de vegetação baseada em imagens de satélite como indicador de seca, 2007.
Fonte: NASA GIMMS Group at Goddard Space Flight Center 2007
( clique para ampliar )

Seca na África Austral em 2007

O clima quente e seco de Janeiro a Março de 2007 fez murchar as culturas na África Austral. A seca extrema causou um recorde de temperaturas extremas que, aliadas à falta de chuvas, causou um extenso dano nas culturas, particularmente nas áreas ocidentais de cultivo, relatado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para Serviços Agrícolas Estrangeiros. Na África do Sul, a safra de milho prevista baixou de dez milhões de toneladas em Dezembro para seis milhões de toneladas em Abril porque os agricultores não conseguiram plantar naquelas condições e muitas das culturas que foram plantadas murcharam devido ao calor seco. A última seca sul-africana desta magnitude tinha ocorrido em 1992.

O impacto da seca na vegetação por toda a África Austral é ilustrado no mapa acima. A imagem mostra as condições da vegetação em Março de 2007, comparada com a média entre Março de 1999 e 2006, conforme foi medido pelo satélite SPOT. As áreas em castanho mostram onde as plantas estavam menos espessas ou onde cresciam poucas plantas em relação à média. As áreas verdes, em contraste, indicam que a vegetação era mais espessa e mais exuberante do que a média.

Fonte: Observatório Terrestre da NASA 2010